Muito boa tarde, aqui segue o link para a próxima Conversa do Curso de História Técnica da Arte (ARTIS-IHA/FLUL).
Quando: 16 abr. 2021 06:00 da tarde Lisboa
Inscreva-se antecipadamente para esta reunião:
https://videoconf-colibri.zoom.us/meeting/register/tZwocumrqDkiHdPa7JKrcbkcl_1HZdLf_CaI
Após a inscrição, você receberá um e-mail de confirmação contendo informações sobre como entrar na reunião.
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Junto se envia também o link para preenchimento do relatório (R9) sobre a temática desta semana. A preencher até ao final da semana que vem. Este link visa apenas os inscritos na totalidade do curso:
https://www.artechnelab.com/
Vanessa Antunes
Investigadora do ARTIS-IHA/FLUL
Conversa com Vasco Medeiros | Heritage Talks

16 abril, 18h00- Vasco Medeiros, Artis, Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (ARTIS-IHA/FLUL)
CIÊNCIA PICTÓRICA: ÓPTICA E PERSPECTIVA NAS OFICINAS NACIONAIS NOS SÉCULOS XV E XVI
Os problemas técnicos que os pintores europeus enfrentaram nos séculos XV e XVI, não são muito distintos daqueles que alguns artistas contemporâneos, comprometidos com uma representação fiel da realidade, ainda hoje enfrentam. O primeiro dilema do artista é de natureza técnica e antecede quase sempre a interpretação ou significado da obra que produz. Esta verdade inequívoca nem sempre foi bem acolhida por uma historiografia da arte comprometida exclusivamente com a interpretação da obra finalizada, distante, portanto, do processo que a viu nascer. Este facto, terá contribuído de forma notável para um sucessivo encobrimento dos processos operativos e técnicos da pintura, conduzindo assim à criação de uma idealização romântica do papel do artista e do acto de pintar. Note-se, porém, que a prática da pintura não constitui uma singular actividade de contornos mágicos, mas antes, um permanente e instável exercício em duas frentes distintas, mas complementares: uma compreensão metódica e detalhada do comportamento da luz, da cor e das formas; e um domínio absoluto da matéria pictórica capaz de as reproduzir. No entanto, o domínio destes objectivos não se afigura fácil, antes pelo contrário. Por um lado, a compreensão da natureza dinâmica e impermanente da luz e da cor no processo visual, afigura-se uma tarefa extremamente difícil. Por outro lado, a fluidez dos pigmentos e a sua tendência inequívoca para contrariar o domínio técnico do artista, tornam o acto de pintar num processo altamente complexo e instável. A forma como os artistas, forçados por vezes por uma apetência objectiva dos mercados e dos mecenas, contornaram estas enormes dificuldades recorrendo à ciência e à tecnologia da época, constitui um apaixonante campo ainda em aberto e cuja análise obriga a uma reconfiguração de muitos dogmas e equívocos historiográficos. Nesta sessão, propõe-se assim efectuar uma demonstração e análise detalhada das principais dificuldades técnicas que os artistas enfrentavam nos séculos XV e XVI, e do modo como a óptica, a perspectiva e as máquinas de desenhar e projectar terão contribuído para a sua resolução. Através do diagnóstico das oficinas nacionais e de uma caracterização do acervo pictórico existente, procurar-se-á igualmente interpretar a implementação destas práticas no território nacional e aferir o grau e tipologia de conhecimentos detidos pelos seus principais protagonistas.
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Vasco Nuno Medeiros é pintor e investigador integrado do Artis, Instituto de História da Arte e professor convidado do ICLP, instituto da Cultura e Língua Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Para além da investigação e aplicação prática das técnicas pictóricas clássicas e contemporâneas, desenvolve a sua investigação em torno da interacção entre arte e ciência nos séculos XV e XVI, assim como, dos processos epistémicos daí decorrentes. https://vascomedeiros.academia.edu/
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Uma flor para o orador em agradecimento por trazer arte aos nossos dias.
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